Data: 15/03/2021 - Professora: Fabiana Rodrigues - Disciplina: Língua Portuguesa - Conteúdo: Atividade Avaliativa Diagnóstica.
HOJE VOCÊ FARÁ UMA ATIVIDADE DIAGNÓSTICA AVALIATIVA, LEIA COM MUITA ATENÇÃO. COPIE APENAS AS QUESTÕES COM AS ALTERNATIVAS E MARQUE A CORRETA.Após terminar a atividade tirar foto mandar no privado da professora. Faça um áudio com seu nome e as alternativas que você marcou.
Nossa vida
A fazenda dizia que pagava o salário, mas nunca existiu salário nenhum. No final do mês, tudo que se comia ou se usava era descontado. Não sobrava nada de dinheiro. E a gente era obrigada a trabalhar de sol a sol.
─ Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.
─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.
Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato. Quatro ou cinco custam o mesmo que um adulto, comem menos, obedecem melhor e cada uma faz o trabalho de gente grande.
O capataz da fazenda dizia que o dinheiro podia sobrar se a gente trabalhasse direito. Ouvi falar de gente que saiu de lá com dívida, mas não com dinheiro.
Se pelo menos a gente estivesse se alimentando bem… Minha mãe não sabia que a comida na fazenda era ruim. Achava que era frescura de criança. Mas não era, não. De manhãzinha, café aguado com pão duro. No almoço, só coisa de entupir ─ macarrão puro ou arroz com farinha.
Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme. Eu tenho catorze anos. Sou forte. Mas meus irmãos e um monte de outras crianças com corpinho fraco faziam serviço pesado de adulto ─ roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava. O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.
Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia.
Paula Saldanha. “Heróis dos Gerais”. São Paulo, FTD, 1998, p. 7-9.
Questão 1 – O objetivo do texto é:
a- ( ) divulgar algo.
b- ( ) noticiar um fato.
c- ( ) narrar uma história.
Questão 2 – Na parte “Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato.”, o narrador revela:
a- ( ) o motivo de essas fazendas usarem crianças como trabalhadores.
b- ( ) a finalidade de essas fazendas usarem crianças como trabalhadores.
c- ( ) a consequência de essas fazendas usarem crianças como trabalhadores.
Questão 3 – O narrador do texto expõe uma opinião na passagem:
a- ( ) “Era o projeto de um grande banco, apoiado pelo governo.”
b- ( ) “De manhãzinha, café aguado com pão duro.”
c- ( ) “Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia.”
Questão 4 – A expressão grifada indica um lugar no trecho:
a- ( ) “Lá em casa, a situação estava difícil.”
b- ( ) “No final do mês, tudo que se comia ou se usava era descontado.”
c- ( ) “No almoço, só coisa de entupir ─ macarrão puro ou arroz com farinha.”
Questão 5 – Em “Achava que era frescura de criança.”, o narrador expressa o pensamento:
a- ( ) de seu pai.
b- ( ) de sua mãe.
c- ( ) do capataz da fazenda.
Questão 6 – Na frase “Mas não era, não.”, a repetição do termo “não”:
a- ( ) reforça a negação.
b- ( ) indica uma correção.
c- ( ) estabelece uma contradição.
Questão 7 – No segmento “Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme.”, a palavra “firme” exprime:
a- ( ) o meio com que o capaz fazia a gente trabalhar.
b- ( ) o modo com que o capaz fazia a gente trabalhar.
c- ( ) a intensidade com que o capaz fazia a gente trabalhar.
Questão 8 – Segundo o narrador, ele e seus irmãos realizavam serviços bem pesados na fazenda dos Gerais da Bahia. O pior deles era:
a- ( ) “roçar”
b- ( ) “capinar”
c- ( ) “carregar carrinhos de mão pesados”
Leia o trecho abaixo para responder às questões 9 e 10.
Encrenca à vista
“Nem bem entrei no pátio da escola e alguém me deu um empurrão. Era Clóvis.
- Como é nervosinho? Vai encarar?
Olhei praquele estúpido, morrendo de ódio. Ele me deu outro safanão e me disse:
- Isso é pra você deixar de ser besta. Quem manda aqui no pedaço sou eu.
O que podia fazer? Calma, Toninho, disse pra mim mesmo.”
Álvaro Cardoso Gomes. Para tão longo amor. São Paulo: Mode
(Para responder coloque os verbos no infinitivo, terminados em ar, er, )
a) ( ) primeira - segunda – primeira – segunda
b) ( ) primeira – segunda – terceira – segunda
c) ( ) primeira – segunda – segunda – primeira
Questão 10 – No trecho “Encrenca à vista”, temos:
a) ( ) 18 verbos
b) ( ) 17 verbos
c) ( ) 16 verbos

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